quarta-feira, 1 de abril de 2015
A luz nas mãos ( mensagem)
Todos nós recebemos diariamente os raios solares em nossas mãos... A diferença não está na luz, mas no BRILHO DAS AÇÕES.
Não queira para si a luz alheia, você é um ser de luz também.
Aproveite o feriado da Páscoa e invista na mudança. Mude o seu visual interno. Jogue fora os pensamentos negativos, limpe as gavetas da memória e... aquela pedrinha que nada acrescenta a sua vida, descarte-a, pois ela fica apenas rolando de um lado para outro fazendo um estrago no caminho.
Sinta as suas mãos e seus pés. Perceba como eles são úteis para você. Por que utilizá-los para as coisas ruins? Pise em locais seguros e abrace aquelas pessoas que realmente merecem o seu abraço.
Não espere que os outros mudem por você, mas promova a mudança não pelos outros, mas por você!
Tire um minuto, apenas um minuto para apreciar o seu corpo, a sua vida, a sua trajetória. Pode ser melhor? Isso só você tem a resposta.
Em suas mãos estão a chave para a mudança pessoal. Abrir-se para uma nova vida agora independe de credo religioso, mas depende sim, de atitude de coragem, fé, determinação, responsabilidade e amor.
Amor próprio. Só quem se ama é capaz de amar ao próximo. Ah, cada amanhecer é único e intransferível. Só você, apenas você pode descrever com precisão sobre o prazer de receber os raios solares todas as manhãs em suas mãos.
Pense nisso e tenha realmente uma Feliz Páscoa!
E. Amorim
* Anjo da Luz.( dizem que faltam as asas, será? Depende do olhar!)
sábado, 28 de março de 2015
Pé de Vento ( infantil)
Seu nome é Herik,
10 anos de idade, mas todos da redondeza o conheciam como “ Pé de
Vento”. Vivia correndo para cima e para baixo. Era o tradicional
moleque de recado, era precisar do Herik que “ Pé de Vento” entrava em
ação. Das suas carreiras originou esse apelido. Se alguém queria agradar
o outro com um presentinho, bilhete, cartinhas de amor, recado...
Recorria ao Pé de Vento:
- Pé de Vento leve esse envelope para Julys, é segredo!
E em poucos minutos Pé de Vento já retornava com a resposta da garota. E com esse ofício e agilidade ninguém mais sabia outro nome. Pé de Vento não perdia tempo, nem desviava da função. Segredo ele não revelava nem sobre tortura. Às vezes sempre aparecia um colega tentando descobrir algum segredo das encomendas que Pé de Vento levava. Dando uma de desentendido o garoto não dava ouvido e uma das respostas era:
_ Ué, você gostaria que eu falasse sobre aquela que você mandou ...
_ Ei, isso é para ser esquecido!
_ Por isso que eu não sei falar sobre o me mandam esquecer!
Pé de Vento era um garoto das margens, mas descobriu que a pobreza não deveria ser confundida com falta de ética. E com essa atitude, apesar de contrariar alguns fregueses ávidos pela vida alheia , agradou a maioria, pois no mundo há muitas pessoas como Pé de Vento.
- Pé de Vento leve esse envelope para Julys, é segredo!
E em poucos minutos Pé de Vento já retornava com a resposta da garota. E com esse ofício e agilidade ninguém mais sabia outro nome. Pé de Vento não perdia tempo, nem desviava da função. Segredo ele não revelava nem sobre tortura. Às vezes sempre aparecia um colega tentando descobrir algum segredo das encomendas que Pé de Vento levava. Dando uma de desentendido o garoto não dava ouvido e uma das respostas era:
_ Ué, você gostaria que eu falasse sobre aquela que você mandou ...
_ Ei, isso é para ser esquecido!
_ Por isso que eu não sei falar sobre o me mandam esquecer!
Pé de Vento era um garoto das margens, mas descobriu que a pobreza não deveria ser confundida com falta de ética. E com essa atitude, apesar de contrariar alguns fregueses ávidos pela vida alheia , agradou a maioria, pois no mundo há muitas pessoas como Pé de Vento.
E. Amorim/2013
*IVAN CRUZ, Perna de pau e pé de lata. ( disponível na web)
quinta-feira, 26 de março de 2015
A Fé (mensagem)
Você já imaginou como a fé consegue mover uma montanha?
Confesso que tinha minhas dúvidas e ficava nessa de “como pode aquela montanha
se mover?” Difícil, não? Para Deus não
há nada difícil, um toque, uma vontade, um desejo, um querer faz o milagre surgir em sua frente. É a sua fé que lhe
move, impulsiona a seguir adiante e
agigantar-se diante das montanhas.
Eu acredito que há
pessoas que são enviadas por Deus para fazer o bem. Da mesma forma que há
outras que se deixam ser usadas pelas forças malignas. É a fé de cada um que irá fazer trilhar por
caminhos diversos, de belas paisagens onde as flores nos esperam, do lado oposto só os espinhos...
Se começarmos lendo Matheus (8 -9) passamos a conhecer como
a fé opera na vida de cada um. Seja através do paralítico, pessoas endemoniadas,
cegos, mulher doente, leproso, mudo, crianças doentes...
Muitos incrédulos dizem, mas quem garante que esses milagres aconteceram?
Deus é a garantia da resolução dos nossos problemas! A Semana da Paixão de Cristo se aproxima, com ela a
Páscoa. Deus usa pessoas para fazer com
que a sua “montanha” se mova, desapareça, diminua... E quando a “montanha” que
estava obstruindo o seu caminho deixar de existir tenha a certeza do toque
divino.
Um paralítico de nascença
começar a andar é porque nunca deixou paralisar sua fé. Da mesma
forma os cegos que passaram a enxergar, um mudo utilizando-se da fala, um
leproso curado, uma mulher que teve tanta fé que para ela bastaria tocar no
manto de Cristo para que a sua hemorragia que durava 12 anos fosse curada. É essa fé que remove montanha! A montanha para uns é a lepra, para outros a
montanha é hemorragia, ainda outros é a
falta de visão. Muitos veem um cisco no olho dos outros , mas não notam a trave no próprio olho, diz a Bíblia.
Quantos de nós que não visualizamos nenhuma “montanha” no
caminho já transformamos um copo d’água
numa tempestade? A fé cura. A fé salva.
A fé transforma. E muitos de nós
precisamos renovar a nossa fé.
Precisamos de uma Páscoa em nossa vida. Uma passagem para ressuscitarmos os sonhos, as esperanças, a vontade de sermos melhores a cada dia. Não
esperar o melhor nos outros. Precisamos da cura da alma. Precisamos da cura da nossa visão. Como somos egoístas!
Não compartilhamos um projeto bom, mas curtimos tantas bobagens.
Lembro-me de uma situação de angústia por questões financeiras versus
saúde familiar, nisso resultaram em gastos
excessivos por conta das constantes viagens para a capital, medicação e
vice-versa. Uma noite estava olhando para a televisão,
orava apreensiva. E naquele momento pensei se um anjo batesse em minha porta como
seria bem-vindo, como precisava de um conforto. E em poucos instantes, ouvi a buzina de um
carro e desce uma pessoa a procura de dez livros literários, pois
precisava fazer um sorteio. Após a
saída, eu olhava para cento e oitenta reais pagos como se fossem “cento e oitenta mil.
Senti-me tão rica das Graças de Deus naquele momento, pois tinha
alcançado a minha bênção. Tive a certeza
de um Deus Supremo no comando. E ele usa as pessoas para moverem a “sua montanha”. Para alguns
aquela quantia era irrisória, mas para mim, valeu como se ganhasse um valioso tesouro. Não é o valor das cédulas,
mas o do gesto, esse valeu ouro. As cédulas correspondiam o quê? As duas
passagens para Salvador e gesto de carinho não tem comparação. Gentileza é gentileza, não tem preço.
Acho que ninguém entenderia a minha reação naquele momento,
ao abraçá-la tão forte, disfarçando as
lágrimas que nem ela esperava aquela atitude.
Talvez, ela nunca saberá que aquele abraço foi para o anjo que estava
ali se fazendo representado. E com o recado, ” confie eu Deus!” Não acredito que o nobre leitor irá também
entender, principalmente meus seguidores norte-americanos com o dólar nas alturas. Mas alguma coisa mudou em mim. Tornei-me mais grata e com mais fé. E de coração, agradeço a todos que fazem parte da minha historia. Amigos secretos, invisíveis, mas fiéis.
Que a Paixão de Cristo seja para nós um momento de comunhão
espiritual. Possamos aprender que a
morte de Jesus Cristo não foi em vão. E na cruz deixaremos os problemas, afinal, a PÁSCOA está chegando, e meu, o seu, o nosso sonho é bem maior. E pelo tamanho da fé, talvez não
ficará nenhuma montanha em nosso caminho.
Tenha fé!
E. Amorim
quinta-feira, 19 de março de 2015
A pintura de Mona Lisa (conto)
Onde morava
Mona Lisa? Qual a relação dela com Leonardo? Todos apreciadores de uma boa arte diziam que ela
tinha um grande segredo. Quer saber qual? Como
o Louvre fica em Paris, que tal a
nossa musa vir para a Bahia? Três dias foram suficientes para mexer com a imaginação
do garoto Pedro, um vendedor de doces nos sinais, mas
com uma criatividade além da idade.
Acreditava ser capaz de desvendar
mistério em torno da mulher da pintura.
Pedrinho ouviu dizer que Mona Lisa escondia um segredo.
Quando surgiu aquela excursão ao museu
anfitrião, prometeu a si mesmo que não
arredaria o pé de perto da famosa obra
de arte enquanto não descobrisse o que estava atrás daquele
sorriso.
E isso foi feito. Pedrinho, 14 anos, negro,
participava da excursão com um grupo de 15 estudantes selecionados para conhecerem a principal obra de Leonardo da Vinci que
estava na Bahia. Com o bloquinho nas mãos, câmera na outra, chegara a sua vez.
Ele achava que iria descobrir algo bem importante e revelaria para o mundo.
Enquanto os colegas percorriam o museu, apreciando a arte baiana, ele preferiu
ficar no seu posto de observação, sem piscar para não perder nenhum detalhe.
Será que era um autorretrato do italiano
Leonardo? Uma camponesa? Esposa de... de Francesco? Fruto da fantasia do artista?
Será? Será?
Perdido nos pensamentos e nas interrogações Pedro se aproxima do grande quadro e invade o espaço de isolamento. E passa a
tocá-lo sem que os seguranças percebessem, sonhando com a descoberta... Sua mão percorre toda a extensão, de
repente percebe algo diferente, mais
elevado... Com os olhos arregalados, Pedrinho quase morre de susto:
_ Não pegue em Leonardo da Vinci!
Olha para o
guarda nervoso e para Mona Lisa... percebe que ambos estavam furiosos com invasão de privacidade. Pedrinho retira a mão rápido como se tivesse a queimado e pisca várias vezes sem acreditar no que via... volta a olhar para a obra de arte.
E recebe o
sorriso enigmático da Mona Lisa.
Elisabeth Amorim
imagens: 1: André B Dois, retrato e caricatura
2: Gifs de Monalisa (oficina de gifs - blog)
Imagens apenas ilustrativas
sábado, 14 de março de 2015
R E P U L S A (conto)
Sr. Boavida
morava numa mansão cercada de objetos luxuosos.
Tinha tudo para ser feliz. Esposa, filhos, amigos, dinheiro, prestígio
social. Mas não satisfeito, desenvolve
um comportamento sórdido com o público infantil.
Quando ninguém o
observava ele carregava crianças pobres
para o sótão para distribuir doces. Lá o Boavida usa outra máscara e vai brincar de
esconde-esconde com as crianças para
durante a caçada do "pega-pega" empurrá-las num poço sem fundo... Ninguém desconfiava e Sr.
Boavida permanecia ileso.
Até que uma criança saiu do poço correndo para salvar a sua
boneca que também sentiu repulsa daquelas mãos tocando sua dona...
Enquanto a boa vida daquele senhor acabava muitos
pesadelos infantis começaram.E. Amorim/ 2014
*imagem da web. (apenas ilustrativa)
Primeira publicação no "toque poético"
https://toquepoetico.wordpress.com/2014/08/27/repulsa-conto/
quarta-feira, 11 de março de 2015
Amantes imperfeitos ( conto)
Bastara uma troca de olhar para as mais estranhas mensagens fossem
captadas. Nos olhos de cada um, as interrogações, os medos e as ansiedades.
Tentavam bloquear os pensamentos, mas sabiam que um passava a conhecer a
memória do outro. E cada qual tinha que desviar as vistas para que os segredos não fossem ali escancarados.
Mesmo no salão, passam a se evitar. Até que ele, um homem
rico, 65 anos, a procura como se tivesse com raiva e foi direto ao ponto:
_Por que você estava lendo os meus pensamentos? Quem é
você?
A mulher sorriu.
Fingiu que não sabia do que aquele homem estava falando. Mesmo porque estava saindo de um relacionamento conturbado,
não queria outro por tão cedo. No
primeiro olhar, sabia que estava caindo
em mais uma armadilha do destino. E responde:
_Eu?! Você deve estar me confundindo com alguém... Como
posso ler seus pensamentos? É possível alguém ler os pensamentos do outro?! Não
sabia... Deve ser algo chato, não?
A fala dela causou
uma gargalhada naquele senhor. O problema que ele era considerado um
homem mal humorado, arrogante e aquele sorriso franco, atraiu as atenções não para ele, mas para a
pessoa que provocou aquele milagre. A mulher, elegantemente vestida, 35 anos, logo fica vermelha, não gostava de
chamar a atenção, pede licença, pois
sabia onde terminaria aquela conversa, apreensiva foge para o outro lado do
salão.
De lá percebe que o
maldito descobriu o mesmo que ela. Ele
também sabia onde aquela conversa iria parar. E o sorriso dele era contagiante,
como se tivesse certeza da vitória.
Na cama de um motel
de luxo os dois tentam se descobrir sem
precisar de palavras. Amantes imperfeitos. Pois viviam tentando bloquear os pensamentos para evitar a invasão
de privacidade. Nenhum queria envolvimento sério, cada qual com seus
problemas. Ela despe-se de algumas máscaras, fala um pouco da sua vida desequilibrada financeiramente... Ele ao
conhecê-la ao original,
assombra-se pensando tratar-se de mais uma golpista. Não relaxa! Reprime o prazer. Tenta manter uma
distância, afastando-a de sua vida, como estratégia decide trazer o passado
para a cama.
Depois de falar por
quase meia hora, exaltando as características da sua ex, naquele momento tão única e presente, inesperadamente,
a possui como um náufrago... mesmo com a
mente fervilhando de quanto aquela noite pesaria em seu bolso.
_ Sua bruxinha! Quanto você vai me arrancar?!
_ Ué, perdeu a capacidade de ler a mente?!
Sorrindo, voltam a se procurar de forma bem suave. Como se
tivessem a necessidade de gravar aquele momento em suas memórias...
Sem palavras nem
promessas ela sai da sua vida da mesma forma que entrou, para
surpresa dele que esperava um preço.
Como a conta nunca chegou... Cinco anos depois... _Por favor, me procure, gostaria de ser seu
amigo nas redes sociais!
Ela sorriu diante daquele pedido. Ele perdera o poder de ler mentes, pois se ainda
o tivesse, saberia que um amante imperfeito nunca será um bom amigo.
Elisabeth Amorim/ 2014
imagem da web.
terça-feira, 10 de março de 2015
A Galinha de Salto Alto ( fábula)
Desfrutando à sombra
da mangueira estão Mimoso e Mimosa, um casal do barulho. Gatos que
adoravam tirar as telhas do lugar
e atrapalhar o sono dos patrões. Só que naquela hora, após o almoço, os
gatinhos dormiam tranquilamente na rede.
De repente surge no terreiro uma galinha diferente. Ela não
pertencia aquele lugar, era pedrês e usava uma espécie de argola nas canelas
secas. Vista à distância dava a aparência de que a galinha usava uma bota cano longo, causando uma
deselegância no andar.
De imediato, Mimosa acorda
e passa a olhar a galinha:
_Essa galinha não é
daqui. O que será que ela quer em nossa casa? Uma galinha de salto alto... Que
esnobe!
Mimosa pensou em
acordar Mimoso, mas achou melhor esperar para não cometer injustiça.
A galinha pedrês olhava de um lado para outro, como não percebeu a presença de
ninguém, pegou a comida das outras
galinhas. Deu uma ciscada, a espécie de
salto saiu e ela ia enchendo com grãos de milho. Fez o mesmo processo com o outro salto. Depois coloca-o no lugar saiu como se nada tivesse
feito.
Mimosa imaginou que havia muitos pintinhos famintos à espera
daqueles alimentos roubados. Com pena deixou mais milho no caminho para ajudar
a Galinha de Salto Alto, apelido que Mimosa colocou, caso ela voltasse no dia
seguinte. Só que ela não imaginou que a
Galinha de Salto Alto não demorou muito para retornar. Dessa vez com um
saquinho que trazia no bico.
Novamente faz o mesmo itinerário, enchendo-o de alimento e
desaparece. Mimoso acordou indignado mas ao ouvir a possibilidade de pintinhos
morrendo... foi solidário com a ação da Galinha de Salto Alto, fingindo-se de morto.
No entanto os dois gatos resolveram seguir a Galinha de Salto
para ver quantos filhotes ela tinha. Os alimentos das outras galinhas já
estavam faltando com as idas e vindas da Galinha de Salto Alto.
E para surpresa dos gatos, a galinha jogava os alimentos no
rio, poluindo-o.
Isso incentivada pelo seu irmão Galo Esquilo que deu uns dois pulinhos de cerca , mas as galinhas não deram atenção ao nobre visitante, o Galo do Terreiro botou para correr. E como vingança a mana
pedrês roubava a comida para jogar fora. Quem sabe assim que faltar alimento, as galinhas de lá pedirão
ajuda ao Galo Esquilo que pertencia ao galinheiro vizinho...
Mimoso e Mimosa ficaram furiosos com a atitude feia de Galinha de Salto Alto. Ela não precisava
do alimento, mas carregava para destruí-lo e prejudicar outros. Mimoso
disse que iria dar uma lição no Galo Esquilo, enquanto Mimosa ficaria
responsável para colocá-la para fora.
E isso foi feito.
Quando Galinha de Salto Alto voltou, Mimosa fingia dormir.
Deixou ela encher os saltos e Zap! Deu
uma carreira na danada que desesperada a galinha não só perdeu o salto, mas
muitas penas no caminho durante a fuga.
Moral: Quem pratica o mal sofre penas.
Elisabeth Amorim/2015
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