sábado, 17 de dezembro de 2016

Elisabeth Amorim é reconhecida como escritora em evento acadêmico da UNEB!

                              



Parece um sonho, mas não é. Finalmente a nossa querida professora e escritora baiana Elisabeth Amorim é reconhecida como ESCRITORA!  Sabemos o quanto é difícil ser escritor em nosso país, pois as políticas públicas para o livro passam bem longe, mas a garra e a determinação dessa mulher merecem os nossos aplausos. Veja fragmentos da notícia que traz como título "Professora Iaçuense participa do IX Colóquio Modos de Produção e Circulação Cultural"  e encontra-se disponível e bem compartilhada no blog " toque poético: semeando a literatura das margens":

"No último dia 15 aconteceu o IX Colóquio Modos de Produção e Circulação Cultural, grande evento da UNEB, Campus II, Alagoinhas – Bahia, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural, mais especificamente pela linha 1 : Literatura, produção cultural e modos de vida. Esse Colóquio foi coordenado pela professora Doutora em Literatura, Jailma Pedreira Moreira e organizado por mestrandos do Pós-Crítica, matriculados na disciplina Literatura, cultura e modos de produção, turma 2016.2.
O evento que ocorre regularmente tem como meta prioritária “dar visibilidade a produções culturais minoritárias ou das bordas que compõem a tessitura cultural microrregional.” Da mesma forma também busca “estabelecer uma atividade de mediação, promovendo encontros e debates entre artistas, produtores culturais, comunidade acadêmica e interessados,” conforme aponta o folder do colóquio.
.20161215_142320120161215_1423151                        (professores doutores Roberto Seidel e Jailma Moreira)
Assim, o Auditório Carolina Maria de Jesus serviu de cenário para troca de experiências enriquecedoras entre professores doutores, mestres e mestrandos . Cada convidado  teve a chance de apresentar a sua pesquisa, interagir com o público presente, socializar as estratégias utilizadas para promover a leitura e circulação dos textos\ livros, enfim, os modos de produção adotados, sejam como professor-pesquisador ou professor-autor. E para falar sobre os modos de produção da educação básica, o colóquio contou com a participação da professora e escritora iaçuense Elisabeth Amorim.
20161215_1622521                                                     (Kelly, Elisabeth e Jailma)
O evento marca o encerramento da disciplina “Literatura, Cultura e Modos de produção” ministrada pela professora Dra. Jailma Moreira, coordenadora  do evento. Além da professora  Jailma, a mesa foi composta pelos pesquisadores: Professor Dr. Roberto Seidel e as Mestras Elisabeth Amorim(Crítica Cultural/UNEB), Kelly Cristina Oliveira Silva(Letras/UFS), Vanise Albuquerque(Crítica Cultural/UNEB) e David Soares (Titular  da Câmara de Comunicação do Conselho Cultura de Alagoinhas).
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O professor Roberto Seidel  apresentou  o livro  de sua autoria,  “Econocriativa” que aborda sobre as editoras baianas, no qual são apresentadas as dificuldades de publicação, os entraves para conseguir financiamento da secretaria de cultura entre outros como a difícil circulação do livro, fazendo com que as poucas editoras da Bahia trabalhem sob demanda.
Em seguida a professora e escritora Elisabeth Amorim  socializa os modos de produção literária na escola  pública na qual atua na cidade de Iaçu, Bahia. Elisabeth iniciou falando sobre “ o professor-artista em rede: modos de fugir do engessamento literário”, evidenciado o poder das tecnologias digitais para o auxílio da formação do professor-artista e estudante autor.  Assim, ela apresenta as estratégias de professores baianos que tornaram escritores ou seja, “artistas” da palavra escrita digital e usam os espaços virtuais, como o site Recanto das Letras(www.recantodasletras.com.br)  para divulgação/ circulação da literatura autoral e para suprir as necessidades pontuais de leituras, já que há um déficit de produção de autores contemporâneos nas bibliotecas públicas.  Vários registros de ações que deram certo na  escola pública foram exibidos, desde levar a literatura para os muros, criar periódicos, livros e vídeos literários, enfatizando autores baianos desconhecidos, inclusive as produções dos próprios estudantes e disponibilizá-los nas redes sociais, são estratégias adotadas pela professora para circulação da literatura  que vive à margem.
(Vanise)20161215_155356120161215_1537041(Kelly)

A professora mestra Kelly Cristina apresentou o resultado da sua pesquisa de mestrado defendida pela Universidade Federal de Sergipe(UFS)  sobre o “Gênero Poster Científico como Instrumento de Letramento no Ensino Fundamental II”.  Vários pôsteres produzidos por estudantes da educação básica mostrando heróis anônimos de uma guerra, muitas vezes já moraram (ou moram) na mesma cidade e não tomamos conhecimento.  Como produto final da pesquisa foi apresentado um caderno do aluno criado pela pesquisadora, cujo título “Juventude e Direitos Humanos: escrevendo um mundo melhor” com a compilação das sequências didáticas das pesquisas realizadas sobre os heróis anônimos da II Guerra Mundial, começando pela leitura ” Diário de Anne Frank” e abrindo um leque para discutir os heróis que residem nas pequenas cidades do interior da Bahia.
A mestra Vanise Albuquerque socializou sua  pesquisa desenvolvida no mestrado.  Trata-se de um estudo de campo sobre  os modos de produção das Artistas de Alagoinhas.  A pesquisa apresenta um resultado nada animador para as artistas entrevistadas do local, pois os apoios das secretarias são praticamente inexistentes,  e as vendas de livros dessas artistas ficam restritas aos amigos, consequentemente, essa produção cultural continua  distante das escolas, a não ser por iniciativas pontuais. E para fortalecer a cultura da cidade, as próprias artistas pagam de seus salários( quase todas professoras) a edição de cada livro, e ficam no aguardo de uma secretaria que abrace de fato a cultura literária local.
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E finalmente a palavra foi passada para Davi Soares, e como titular da Câmara de Comunicação  do Conselho de Cultura da cidade de Alagoinhas, ele esclareceu que a Câmara é formado por conselhos. Os conselheiros são indicados pelo povo, trabalham de forma voluntária para avaliarem os projetos que chegam até câmara, a fim de aprová-los os mais viáveis.  No entanto, há alguns critérios para participar da seleção, pois a “distribuição de verbas para a literatura e outras culturas precisa ser revista, pois muitas vezes ocorrem de forma desproporcional. Já que um projeto cultural voltado para as artes cênicas ou musical poderá usar todos os recursos disponíveis do Conselho, enquanto outro projeto de um livro, poderia  gastar bem menos, mas não é contemplado, por falta de verba”.   A fala do representante da Câmara confirma o que as pesquisas revelam, inclusive o que Vanise e Seidel apontaram em relação ao apoio dado  para  o livro, pois outras culturas, principalmente musicais,  atraem uma quantidade maior de pessoas em seu entorno, com isso são mais valorizadas, consequentemente, beneficiadas na aprovação dos projetos. No entanto, Davi Soares diz que o órgão está em processo de transição, muita coisa poderá vir a acontecer em relação a literatura. Nós ficamos  daqui na torcida pela mudança de olhar para a literatura local, quando acontecer os abraços, divulgaremos também.
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A professora Jailma agradece aos participantes, pois considera esse encontro muito  rico para o fortalecimento da cultura e literatura da nossa região.  Em seguida  ocorreu o lançamento dos livros  “Zik e Moka” e “ “Casaco de lã”, de Elisabeth Amorim, acompanhado de um coffee break promovido pelos  mestrandos.
Sinceramente, essa é a notícia que nos agrada divulgar, pois sabemos a dificuldade que muitos autores enfrentam para fazer com que as produções literárias sejam no mínimo notadas por alguém ou alguma escola/ secretaria municipal que o/a reconheça como escritor(a) das bordas.  E receber o convite de um programa de pós-graduação  valorizando as iniciativas pontuais de escritores/professores que vivem à margem, é motivo de orgulho, por isso nós abraçamos e semeamos o que esses mestrandos,  mestres e doutores  fazem  pela nossa literatura."

                                             Retirado do blog toque poético
                           www.toquepoetico.wordpress.com  

                    E nós assinamos essa notícia, comemorando juntos!





terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ousadia inventiva (crônica)


É com muita satisfação que fecho mais um ano letivo com a sensação de dever cumprido. Pois  todos os projetos idealizados para o ano de 2016 foram realizados com precisão, apesar dos obstáculos no caminho, não foram  grandes  a ponto de modificar  a minha rota.  E isso é bom, chegar ao final de um ano letivo… Ufa! Pode virar essa página sem deixar nenhuma  em branco!
Confesso, é muito gostoso acabar bem, porque começar não é mérito para ninguém, pois nem todos que começam bem conseguem atingir a linha de chegada.  Mas terminar bem  é vantagem, sim. Porque só termina bem que planejou um final feliz e quem planeja, articula, corre atrás. Principalmente na área da educação, quando se aproxima  o final da unidade, começa a corrida para fechar cadernetas, notas, recuperações, e muitas vezes o desejo de encerrar fala tão alto que esquecemos de ouvir a razão, e por emoção, fechamos. Fechamos de qualquer jeito, emendando aqui, rasurando acolá, empurrando… empurrando…  E desse modo de produção, perdemos a chance de desfrutar a tão sonhada sensação de dever cumprido, infelizmente.
Comigo não tem essa de “queria ter ensinado mais…”  sem lamúrias, sou muito bem resolvida em todas as áreas: profissional e pessoal.   Ensinei tudo que tive chance de ensinar . Dentro desse cenário educacional dei o meu melhor,  porém, nem sempre essa doação é notada pelo estudante.   Fazer o quê? Preparar as recuperações… Todas as oficinas planejadas foram realizadas com sucesso.  Os vídeos literários propostos  aos estudantes  já estão em rede em diferentes canais, inclusive no “toque poético”…  vídeos apreciados pelos amantes da  nossa literatura marginal. Tudo fruto da minha ousadia! E, cada vez mais, com prazer já posso afirmar para aqueles  semeadores da literatura que vive à margem, que  compartilham nas redes sociais: NOSSA OUSADIA INVENTIVA! Estamos sim, plantando árvores diariamente. É uma tarefa árdua, mudar cultura não é fácil, mas estamos chegando lá.
Aproxima-se o momento de virar a página, pois um novo ano está pintando.  Para alguns economistas,  será um ano de crise, um ano de arrocho salarial, um ano de perda de benefícios  do trabalhador… só nuvens carregadas que  estão visíveis e divulgadas.   Como aprendi a viver cada momento de forma intensa, fazendo meu amanhã acontecer a partir do hoje bem vivido, próximo ano será  de muita paz.  Muitas sementes  plantadas hoje brotarão  e crescerão como árvores frutíferas, e tenho certeza de que esses frutos ajudarão  muitos necessitados.
Há poucos minutos um estudante me enviou um vídeo da turma comemorando o final do ano letivo. Eis os frutos surgindo! Pense numa  turma  que começou bem e terminou melhor ainda! Pode comemorar bastante, 3BM! Terminar bem é qualidade de poucos. Isso em todos os setores da nossa vida.  De repente na metade do caminho, cansamos e não queremos mais caminhar, às vezes caímos, arranhamos, ferimos  e desejamos ser carregados.  Mas,  seguimos, seguimos…
E nesse caminhar a felicidade se completa diante do convite recebido de um programa de pós-graduação para compor uma mesa de um colóquio, e falar sobre  “O professor -artista em rede: modos de fugir do engessamento literário”.  Que responsabilidade!   “Venha e traga toda  sua ousadia inventiva!”  Será que sou ousada mesmo? Inventiva, sim!  Ousadia inventiva! Gostei.
Acho que tens razão, Dra. Jailma… É  muito ousadia extrair  literatura de estudantes de educação básica! Contrariando todas as estatísticas que os alunos  não escrevem nada…  É muita ousadia fazer com que os estudantes transformem os próprios  textos em vídeos literários! Mais uma vez, jogando por terra que a internet só é usada pelos estudantes para  bate-papo em redes sociais…  É  muito ousadia divulgar a literatura que vive à margem em diferentes  espaços virtuais…  e ganhar leitores do mundo todo.  É muita ousadia inventiva defender uma dissertação baseada numa metodologia que  eu mesma inventei: DESMONTANDO  o texto literário para aproximá- lo  do leitor.  E para fechar , tem que ser muito ousada para atrair a atenção dos donos da bola e ganhar o abraço para  minha pesquisa.  Como  disse, começar muitos começam bem, terminar… é um novo texto.
                             Elisabeth Amorim

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Barbados*


Quero ir para paraíso
Lá esconderam o tesouro
Entre as palmeiras e areias
Algum pirata de perna-de-pau,
Desfruta aquele lugar.


Em Barbados serei feliz
Pois o ambiente é sedutor
Terei praia, sol e  sossego
Deitarei na rede à sombra dos coqueiros
Estarei a te esperar.


Enquanto as ondas do mar
Vem, vai, vem, vai, vem...
Vem, vem, vem, vem...
Vai, vai, vai, vai...
Ó, praias do Caribe!
Vem, vem, vem, vem...
Depressa me abraçar!


Amorim




* para meus novos leitores do paraíso... Viva!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

É melhor nem abrir essa página...


                  PARA NÃO SE APAIXONAR 

                              pela nossa forma de                     

               DESMONTAR A LITERATURA!


A literatura dos grandes poetas brasileiros lado a lado  da nossa produção amadora estudantil,  na brilhante apresentação de Lucas Amorim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Papai Noel ferido ( conto)

                                           
 Era sexta-feira, final de semana propício para o  bom velhinho sair com a sua galera e passear com os netos e bisnetos. Afinal, aproxima-se o Natal,  o seu colo e a atenção ficam concorridos.  Eram muitas cartinhas que precisavam de respostas, apressa o passo para chegar a uma agência dos correios e despachar algumas... e depois, curtir com a família.
A fila é muito grande na agência escolhida.  Olha para um lado e para outra em busca de tal “prioridade” para os idosos,  não a encontrou, pois todos estavam na mesma situação. Só resolveria com a contratação de novos empregados para a  agência, mas o Brasil em crise, só se fala em desemprego.  Era Noel e mais uma quantidade de velhinhos querendo  a mesma coisa: cumprissem o atendimento prioritário.
E não demora, começam as reclamações, justamente quando chega a vez do bom velhinho ser atendido:
_ Deixe  eu passar em sua frente? É só um cartãozinho que irei postar para minha filha em São Paulo.
_ Ah, não! O meu filho está no Rio de Janeiro... Precisando desse documento original, preciso  enviá-lo urgente.
_ E eu que estou aqui apenas querendo pagar um boleto, porque  o banco em greve...
_ Na minha frente ninguém passa! Estou desde cedo aqui...  Como pode? Ter que pegar uma fila gigantesca para fazer um depósito!
Até que alguém olha para o tamanho do saco de Papai Noel... E com raiva por conta da morosidade, encontra alguém para descarregar a sua frustração, diz:
_ A culpa é dele!  Como é que deixa para atender pedidos das crianças  só na última hora! Tem o ano todo, só agora ele aparece no final de dezembro... Vou passar na sua frente, vovô!
Pronto. Um humano erra, os demais seguem...
_Eu também, com licença!
_Eu também, Papai Noel, vá para lá!
_ Papai Noel, essa não é a fila dos aposentados! Eu ainda vou trabalhar... 
E Papai Noel sem saber o que fazer, apenas repetia:
_ Feliz Natal! Hô, hô, hô...

E  começa um empurra-empurra. E o bom velhinho foi ao chão.  Cartas pisoteadas, rasgadas, amassadas, brinquedos quebrados, sonhos adiados ...  Desesperado, Papai Noel dizia choroso:

_ Por favor, não pisem  nos sonhos das minhas crianças! É Natal!

*

Os adultos e idosos interessados em realizarem os próprios sonhos, não deram ouvidos aos apelos do  bom velhinho... ele, cada ano mais ferido com a insensibilidade humana tenta fazer o possível para alegrar as crianças.
E se por acaso, a sua cartinha não  teve ainda a resposta, não fique triste , porque o bom velhinho todo ano tenta  realizar  sonhos,  mas sozinho não pode fazer muita coisa...  Acho que ele ainda está na fila, mesmo machucado.
Quer ajudá-lo? 

                                    
                                                                     Elisabeth Amorim



* Imagem pessoal, vi num consultório de ortopedia... virou literatura. Tem mais imagens legais.
Caso  alguém  queira divulgar a empresa de forma criativa, indique o meu nome, transformo tudo em literatura! È Natal, preciso comprar o presente. (risos)




terça-feira, 29 de novembro de 2016

O ponto final para Chapecoense (crônica)

                                               
*

          Não sou cronista esportiva, aliás, sou apenas uma simples professora que ousou querer ser escritora, num país que pouco valoriza os meus  escritos.  Mas, peço licença ao leitor que gosta do meu estilo despretensioso e livre,  para escrever um pouco sobre essa onda de desolação que se abateu em nosso país. Acordamos em choque, sentimos a dor do outro. Muitos correm para as lojas comprar a camisa verde da Chapecoense.  Que triste!  Aumentaram o  preço?!
          Todas as emissoras desde o raiar do dia noticiam a mesma coisa: o avião que caiu com toda  a equipe de um time de futebol,  a Chapecoense.  Infelizmente, uma tragédia incalculável que nos atingiu  em cheio.  Parece que as pessoas estão tendo um pesadelo,  onde familiares, amigos, empresários, colegas, jornalistas   querem acordar e não conseguem.  A dor da perda é imensa. Não foi uma, nem  duas pessoas,  toda uma comissão deixa de existir de uma hora para outra.
           Os sonhos,  os sorrisos, as alegrias que ficaram registradas em várias redes sociais quando esses jogadores se despediam de seus familiares ganham todos os jornais.  A alegria é vizinha da tristeza e o sorriso é primo da dor.  No entanto, vindo de viagem, ouço um apelo dramático pelo rádio do carro, de torcedor  denunciando o aumento absurdo na camisa do time... Eis a crônica! Não existe lucro sobre uma tragédia!
          O que é a vida?  Os jogadores nem de longe, acredito eu,  pensaram na morte. Embarcaram rumo a  um título inédito.  Partiram para Colômbia levando em seus corações o desejo da vitória, a alegria de ser finalista e o grito engasgado de “campeão”.
          Em meio a  dor, o título é tão pequeno diante da grandeza e brevidade da vida.  Uma vida que se esvai, com um sopro. Um sorriso que vira lágrima. Uma comemoração  transformada em desolação.  Fim de linha! Para a equipe que chegou a final do campeonato, infelizmente, é o ponto  final  sem reticências.   Onde os familiares dos “escombros” buscam os restos mortais,  e da escuridão procuram a luz, uma, uma explicação para consolar os corações. Força! É o que temos a dizer.
          Adeus, Chapecoense!  Por algum tempo, as emissoras brasileiras esqueceram a corrupção,  lava-jato, as prisões domiciliares, as delações premiadas entre outras  que desolaram o país. Hoje, o país é todo verde!  O que dizer para os familiares dessas vítimas?  O que dizer para o futebol  brasileiro? O que dizer? O silêncio diz muito.

         Queríamos o título, mas queremos a vida!  Quando morremos o que fica?  A história que deixamos para ser apagada ou lembrada pelos nossos. Mas queremos “ guardar na memória  o que nos dá esperança”, e quando sentimos a dor do outro,  mostra que não estamos insensível o sofrimento alheio.  E diante da dor compartilhada,   estamos de luto, sim. Um luto que se espalha pelo nosso corpo de forma incontrolável,  vai tomando todo nosso ser, e se manifesta quando uma lágrima cai...

                                                                    E. Amorim

*imagem da web

domingo, 27 de novembro de 2016

Não acredito em Papai Noel, mas em Papai do Céu...



          Queria acreditar  que o Papai Noel  trará realmente  presentes para todos os necessitados. Que não exista mais criancinha feito ursinho abandonado e olhar tristonho.  Mesmo porque não quero ficar vendo nenhum programa de televisão a violência que, nós brasileiros, estamos sofrendo.  É muita corrupção! É muita sujeira  que não há lava-jato que limpe essa lama que escorre pelas beiradas do nosso país.
           Enquanto ficamos à  espera da presença do bom velhinho...  Como não entrar nesse clima e correr atrás das promoções americanizadas como a tal da “Black Friday”. Queria realmente ganhar  uma editora disposta a driblar a crise,  onde lá tivesse um bom velhinho, aliás, nem precisaria ser tão  bom, bastarei ser  leitor, um admirador de literatura.  Mas não adianta correr  balcões quando o país está mergulhado  nas propinas. E mais um ano novo se aproxima...  o que nos reserva se o Papai Noel encontra-se desaparecido?
          Expectativas. Sonhos. Desilusão. Sim, porque  o velhinho estará bem distante nos primeiros dias do ano e aparecerá apenas no natal seguinte,  sobrariam  os impostos a vencer.  Não! Natal é diferente! Realmente, é diferente? Para quem?!!!  Mesmo sem vontade, vejo um programa jornalístico onde é apresentando uma fortuna em jóias  da esposa de um desses poderosos que estão presos, aliás, desfrutando uma mordomia domiciliar, desculpe-me,  prisão domiciliar.  E ao ser interrogado sobre o porquê pagar tantas joias em dinheiro, ele diz não se lembrar.  Brasil, quem paga essa conta?
          Se  o "Senhor  dos aneis" investisse mais em educação, cultura, saúde,  literatura... se lembraria do valor gasto,  mesmo se esquecesse os beneficiados lembrariam.   E a minha indignação aumentou quando fui atrás da única editora que  aceitava publicar sob demanda,  e encontrei  a “porta  fechada” por conta da crise do país,  a editora só aceita o pedido mínimo de 50 livros.
          Volto a olhar a quantidade de jóias sendo exibidas em diversos canais televisivos e penso no valor que teria que pagar por cinquenta exemplares, acrescidos das despesas de impressão, diagramação, correios... Sei o quanto me custaria cada uma das cinquenta joias... E acabo, deixando para o natal seguinte, quem sabe daqui até lá o Papai Noel resolva sair do seu trenó?


            Papai que nunca perdeu uma batalha para ninguém, é o Papai do Céu.   Quando pensamos que estamos só, inesperadamente, a porta é aberta! Pessoas nos acolhem.  Papai do Céu é tão grandioso que preenche-nos  de tal modo, ocultando as nossas necessidades.  E Ele não precisa se levantar de nenhum trenó, mas levanta pessoas. Abençoa pessoas. Ama pessoas.  E essas pessoas abençoadas fazem a diferença abençoando outras...
       
                                                          Elisabeth Amorim

Literatura de mainha 6 - Afirmação de identidades

 Mais um vídeo para você prestigiar.  Textos básicos; O sapo - Rubem Alves O sapo que não virou príncipe - Elisabeth Amorim