domingo, 7 de outubro de 2018

Amor



Palavra tão curta
Como pode carregar tanto peso?

Carinho, amizade, respeito, cumplicidade

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Descarregue- se

E transborde em mim.



                                      Elisabeth Amorim


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Maior Encontro de Casais da PIB Iaçu



                                Ações positivas devem ser compartilhadas, porque quando fazemos algo de bom, os ventos trazem de volta com o nome de "colheita"...

sexta-feira, 30 de março de 2018

A páscoa de cada um...(cordel)

A páscoa de cada um
Não quero botar a mão
Mas, permite-me um dedinho de prosa (hum?!)
Sem ciência nem razão,
Só escrevo para matar o tempo
Brincando com a imaginação.
II

E o assunto do momento
É a páscoa, meu irmão!
O que é isso? Como se comemora?
É festa de cristão?
E o ateu fica de fora
Ou come chocolate de montão?
III
A páscoa como é pensada
É o momento da transformação
Mas as mensagens do “zap”
De quem nunca lhe deu atenção
“Feliz Páscoa!” “FELIZ PÁSCOA!”
É uma grande chateação.
IV
Quero uma Páscoa de abraço
Sem comemoração virtual
Quero o olho no olho
Perdão, respeito, amizade, afinal
Para uma páscoa feliz
É preciso mudança pessoal.
V
Lembrar da Páscoa para mim
É repensar no sofrimento de Jesus
Que foi morto e crucificado
Entre ladrões numa cruz.
Para delírio de uma multidão
Que não aceitaram viver na luz.
VI
Sim, mas Jesus venceu a morte
Num domingo de Páscoa ressuscitou
Pois o sepulcro estava vazio,
E o seu corpo lá não ficou
E para alegria dos seus discípulos
A escuridão acabou.
VII
Páscoa é renascer para o mundo
Deixar para trás o sofrimento
E as ofensas perdoar
Fazer de cada queda, um investimento
E se por acaso o inimigo rondar
Responda-o com amor, maior dos sentimentos.
VIII
A Páscoa de cada um
Pode ter ovos à vontade
Mas não deixe faltar na sua ceia
Amor, perdão e solidariedade.
Porque não adianta distribuir doces
Se não viver em irmandade.
IX
Que a lição do grande mestre
Na sua trajetória de fé
Em apenas 3 anos
Acredite se quiser
Mudou a história da humanidade
o  Jesus de Nazaré.
X
“Feliz Páscoa” não está no ovo colorido
Nem no coelhinho, meu irmão.
A felicidade é conquista diária
Que precisa nascer em cada coração,
Seja amigo, parceiro, camarada
Aprenda a liberar o perdão.
XI

O símbolo da nossa páscoa
É Jesus, o Salvador
Se ele não estiver presente na  festa,
Não há PÁSCOA SEM AMOR
Coma, pule, beba, dance, grite, louve
Jesus Cristo ressuscitou!
XII
Brincando com a imaginação.
Só escrevo para matar o tempo
Sem ciência nem razão
Mas, permite-me um dedinho de prosa (hum?!)
Não quero botar a mão
Eis “A páscoa de cada um”…
                                                                          Elisabeth Amorim
Deus, continue dando seu “toque poético” em nossa vida e mostrando para o mundo a nossa caminhada de fé.

domingo, 28 de janeiro de 2018

"Não quero dinheiro!" ( crônica)

Porto Seguro/BA

Pode parecer uma brincadeira ouvir uma frase como essa que intitula o texto, mas foi exatamente assim que ouvi recentemente em Porto Seguro: “- Por favor, me ouça... eu não quero dinheiro!”
Um homem  parado na Passarela do Álcool abordando os transeuntes com essa frase. Um dado curioso é que ninguém parava para ouvi-lo.  E eu seria mais uma na multidão que desviava daquele homem, mas parei , precisava de material para os meus textos.  E graças a essa parada que esse texto chega até você.  Ele olhou-me e disse:
“_ Nem se preocupe, moça. Eu não quero dinheiro!” Agradou-me a sua fala,  uma  cinquentinha ser chamada de “moça”, mas prosseguindo...  “ – Eu só quero que você vá até a padaria e compre dois pães para mim...”
Eu de imediato sorri,  intimamente pensei: “- Que golpe!”  Eu voltar para comprar pão para aquele desconhecido? Ele só poderia estar de gozação comigo. No entanto, perguntei quanto seria necessário para os  pães que ele precisava, e ele deu o valor, abri a bolsa e  peguei uma quantidade maior que ele falara, e veio a surpresa:
“_ Eu já disse que não quero dinheiro! Eu só estou precisando de pão!”
Foi a gota d’água!  Disse a ele que não era da cidade, não sabia onde encontrar a padaria, e se ele quisesse  comprar,  eu daria o dinheiro, mas eu não iria voltar.  Ele meio contrariado, pegou o dinheiro, resmungou a falta de tempo das pessoas e  eu seguir adiante, mas ele continuou no mesmo lugar com o mesmo discurso:
“- Eu não quero dinheiro... por favor, pare um pouco e ouça...”
Meu filho que estava me acompanhando disse o que eu havia pensando antes:
“_ Que golpe!” 
Elisabeth Amorim na galeria de arte- Porto Seguro/BA

Mas, aquele homem mesmo ficando parando feito estátua,  acompanhou-me até o hotel. Tomei um banho rápido, e decidir voltar para ver se o encontrava de novo, e dessa vez faria o que ele havia pedido, somente para analisar a reação.  Gosto de olho no olho.  Retorno em vão, ele não estava mais lá. Subi e desci  toda a Passarela do Álcool ( ponto alto de Porto Seguro) não o encontrei.
Que lição eu tiro dessa experiência? Se aquele homem foi enviado por Deus para me testar, perdi no teste.  Neguei-lhe o pão, alimento que ele precisava naquele momento.  Fiz a barganha, ofereci o dinheiro. E quantas vezes fazemos isso? Achamos que o nosso dinheiro substitui um gesto solidário?  Se foi golpe, deu certo, mas não me compete  julgá-lo.  E foi o que passei para o meu filho quando retornei e contei  a experiência que tive.

E a vida é assim, nem sempre teremos uma segunda chance. Se tivermos a chance de fazer o bem, façamos  já, não deixemos para amanhã. As circunstâncias mudam,  as coisas não estarão da mesma forma que antes.
“Não quero dinheiro!”  pode ser a frase mais boba  dessa sociedade  capitalista e egocêntrica, tudo que fazemos precisamos do dinheiro, mas quando descobrimos que a paz é melhor que a guerra, posso imitar aquele ilustre desconhecido, afinal, cada qual que defenda o seu pão de cada dia: Eu também não quero dinheiro!  Apenas ouça, por favor!  Eu quero que você compre um livro de minha autoria... Por que isso nunca funcionou comigo? É discriminação, sabia?

                                 Elisabeth Amorim



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Meu Pai Nosso


Meu pai, Pai nosso
Nossa! Ano Novo chegou!
Aqui estou, Pai
Mais uma vez pedindo a tua proteção.
Ajude a curar essa nação.
Faça-nos, Senhor
Um povo solidário, amigo, grato.
Dê a cada ser humano
O poder de humanizar-se diariamente,
Cure as nossas feridas
A ponto de não querer causar
Nenhum ferimento ao próximo.
Ensine o teu povo, Senhor!
Abençoe, Pai
Não um ano tão igual com cara de novidade
Mas a cada um de nós, filhos teus
Clamamos pela tua misericórdia,
Proteção e justiça.
Retire Pai,  os espinhos da nossa coroa,
Jogue por terra os pregos da nossa cruz.
Afaste tudo aquilo que não venha de ti,
Para que possamos caminhar sem murmuração.
Caminhar com alegria.
Noite e dia.
Servir uns aos outros, Pai
Como verdadeiros cristãos.
Faça-nos  carentes da ética,
Onde a vida seja mais importante que a morte.
Que o abraço seja mais apertado que um sapato.
E que o sorriso seja a marca de cada um.
E que o Pai Nosso...
Não fique morando no céu
Mas no coração da sua gente
Para que desfrutemos aqui mesmo
O paraíso permeado da paz.

Pai! Pai! Pai!
Estou pedindo muito, Senhor?
Não precisamos ganhar na mega sena
Apenas a ti,
Fique conosco em 2018.
Faça morada fixa em mim.
Amém.

Elisabeth Amorim

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2018


De repente percebo que não sirvo para muita coisa, estou no final, estou morrendo, como  tudo que tem vida um dia morre. E pensar que há um ano, apenas um ano se passou e eu era um bebê, vivo, cheio de vida, a representação da esperança. E agora?
Estou sendo deixado de lado como um trapo qualquer. E todas as horarias são para o meu sucessor. Até as roupas novas que compraram para esperar  a minha chegada, hoje não servem mais. Porém, a minha alegria é saber que ele também não irá durar muito, assim como eu, ele terá seu prazo de validade, nem um dia a mais nem a menos. E bate essa inquietação...
Não adianta jogar tudo nas costas do meu sucessor se comigo você não fez a sua parte. Ele não é milagreiro, da mesma forma que eu também não sou.  Mas se quiser  ver a nossa diferença, primeiro terá que começar por você. E isso, meu amigo, não tem nada a ver com religião, mas com ética.  A ética precisa andar lado a lado com a política, religião, economia, sociedade...  contigo, sabia?
Se aderir a lei “ farinha pouca o meu pirão primeiro” ou como costumam falar “ a lei da vantagem” sem medir esforços, 2018, 2019, 2020... serão exatamente como você pintou. Sério. Cada ano é desenhando pela gente, sabia? Claro, às vezes faltam algumas tintas e no improviso a conclusão deixa a desejar, sobram alguns borrões, algumas manchas, mas o retrato que queremos é preciso de um esboço.  O que quero dizer com isso?
Precisamos esboçar, traçar o que queremos para o ano seguinte, muitas vezes os nossos esboços vão para o lixo, mas os passos primeiros precisam ser dados. E isso é feito antecipadamente. Se comprarmos em demasia em dezembro, o ano novo virá com muitas faturas nos cartões de créditos.  Se não votarmos em candidatos éticos  nas eleições, teremos quatro anos  de lamentações e corrupção na política.  Se não aprendermos a perdoar, jogar fora os ressentimentos, o coração estará pesado, espinhento no ano novo. 
Então, dê uma chance ao ano que está chegando. Não jogue nas costas dele os reflexos da sua atitude, dos seus planejamentos ou até a falta deles. 2018 será de paz, se você for o semeador. 2018 será de amor se você amar. 2018 será de comunhão se você  participar. 2018 será de luz se você decidir brilhar.  Tudo de bom acontecerá  porque essa bondade vem de você.
Um abraço,

 Elisabeth Amorim                               


domingo, 10 de dezembro de 2017

O espírito natalino ( crônica)

          
 Observando o luxo da ornamentação natalina de um shopping nos seus 30 anos de existência, a quantidade de ursos de pelúcia de todos os tamanhos, jeitos... mexem com a imaginação dos consumidores mirins que ali aparecem  com seus pais  em busca do presente de Natal.
          Sentei-me discretamente e passo a analisar as pessoas a minha volta. Cada uma com objetivos diferentes, algumas com muitas sacolas, outras a pesquisa de preços, mas de uma forma ou de outra, todas passam pela praça de alimentação,  sentam-se  e saboreiam  o sorvete gigante com as frituras do dia, apesar de se queixarem da dieta não surtir efeito.  Rio sozinha no meio daquela multidão faminta.
            Não demora muito chega quem eu esperava. Estava a procura de alguém diferente, e meu desejo foi realizado. Uma mulher, a primeira vista, totalmente inadequada, ela não tinha mais que 30 anos, roupas surradas, pele escura, acompanhada de duas crianças também desarrumadas, uma com aproximadamente 7 anos e a outra dando os primeiros passos, não tinha mais que um ano e meio.  Acompanho com o olhar cada passo daquela mulher de cabelos crespos despenteados. Percebo que andava lentamente, com uma mão segurando a barriga, como se sentisse alguma dor estomacal,  ou talvez tivesse passado por um processo cirúrgico recente. Circulava entre as mesas na praça da alimentação, como se estivesse também  a procura de alguém, várias vezes nossos olhares se cruzaram e desviamos rapidamente.


           No entanto, ergueu o queixo e andou firme até uma mesa vizinha. Fala algo tão baixo que tentei ouvi-la, sem sucesso. Os senhores ouvem atentamente, pegam um guardanapo e dividem a pizza com ela, agradecida passa para o outro lado da praça de alimentação.
          A  mulher solta a mão da criança menor, e em companhia da outra mais velha, senta-se tranquilamente, reparte a pizza doada e comem. Enquanto elas comiam, eu ficava a questionar: Por que ela deixou a menina pequenina solta no shopping?  A refeição termina, a mulher se levanta, espicha o pescoço para um lado e para o outro a procura da sua filha perdida, por alguns minutos ela desaparece, ao reaparecer no campo da minha visão já com a criança no  colo,  andando lentamente com suas duas crianças em direção a outra mesa, antes, porém, para diante de mim, olha-me profundamente por alguns segundos  e segue sem pronunciar uma palavra, mas o olhar ficou gravado. 
            E na festa dos 30 anos do shopping, ela estava lá, acorrentada à sua pobreza, porém comendo, bebendo das sobras adquiridas.  Meu Deus!  Nem todos que estão num shopping sentem a mesma fome. De repente, as luzes do lugar perderam o brilho diante daquele olhar, como se ela tivesse o dom de acordar o espírito natalino que habita em mim.


                                E. Amorim

Literatura de mainha 6 - Afirmação de identidades

 Mais um vídeo para você prestigiar.  Textos básicos; O sapo - Rubem Alves O sapo que não virou príncipe - Elisabeth Amorim