sábado, 8 de dezembro de 2018

Papai Noel não apareceu ( conto)

Salvador Shopping / Salvador - Bahia/2018


Queria que esse Natal fosse diferente. Ah, como gostaria de ter uma grande novidade para falar para você, meu amigo dos Emirados Árabes.  Mas não tenho.  Burrice minha, sabia? Acreditar que um velhinho, barrigudo e olhar cansado iria me visitar e tirar daquele saco vermelho o meu sonho.
Sim, não sei porque nasci tão diferente. Muitas crianças gostam de bonecas, panelinhas, vassouras... Eu gosto de ganhar livros! E isso me deixa com cara de ET diante de meus colegas. E como sonhei, vigiava a chaminé, coloquei meia atrás da porta, contei carneirinhos para o sono não aparecer, queria vê-lo e quem sabe eu poderia escolher o livro da minha preferência.
Mas, não adiantou pedir para as estrelas cadentes. As estrelas mentem, aliás não tem nada escrito nas estelas, isso é coisa de norte-americano, o primeiro mundo fala, todo o resto diz amém.  Para mim, não funcionou, as estrelas piscaram, mudaram de lugar, mas não escreveram nenhuma linha.
Um dia pensei, se Papai Noel não me encontrar eu irei até ele. Eu escreverei tantas cartinhas, que não tem como ele se esquecer de mim. Escrevi, escrevi, escrevi cartinhas, cartões. Nenhum sinal.  Escrevi um jornal, um conto, um romance, um livro... não adiantou os meus apelos, Papai Noel não apareceu.
                                                   Elisabeth Amorim

Presépio

Presépio do Salvador Shopping


Herodes com todo o seu poder, ouro e arrogância não conseguiu deter a força do bem. Não adiantou mandar matar todas as crianças, perseguir inocentes, não adiantou tentar silenciar a voz  do Filho do Homem, ela saiu como canto para uns e punhal para outros e se propagou de tal forma que milhares de anos depois, estamos a refletir o poder do amor.
Às vezes um homem nasce no Japão e a mulher em Angola... quando nasce o amor, a distância, a cor da pele, os olhos puxados, os cabelos diferentes, as religiões, as culturas... tudo pode ser diferente, mas o amor unifica, padroniza, une, multiplica.
Que seria da humanidade sem esse sentimento tão belo e tão poderoso? Como as pessoas viveriam sem amor? Impossível!  As pessoas que não amam não aprenderam o real sentido do viver, conviver, repartir... Se pensa, caro leitor, que estou falando isso por conta da proximidade do Natal, está engando.  A imagem, sim, detonou a inspiração, mas o Natal é uma data linda, sem dúvida alguma, no entanto, o amor não pode ser manifestado apenas num período único de cada ano.
Vejo a corrida para as lojas para as tradicionais lembrancinhas natalinas, as pessoas de quem tenho um grande apreço, não presenteio apenas no Natal, sempre que posso faço um mimo. Porque o dia-a-dia é mais importante do que a “novidade”.  Para muitos, o nascimento de Jesus Cristo não passou de uma novidade. Uma coisa boa, que quando é conveniente lembrar, é lembrado. E ouvindo uma pregação do pastor Marivaldo da Silva, ele disse algo que inquieta, mas sei que é real: “ No Natal  muitos cristãos não se lembrarão do dono da festa, porque a preocupação é a roupa,  sapato,  presente...”
A festa do Natal é marcada pela festa do amor, da solidariedade, da paz, porque o aniversariante passou tal mensagem. E como há pessoas fáceis de amar e outras tão difíceis, há pessoas flores e outras espinhos, há pessoas brisas, no entanto há também as tempestades. E o segredo da felicidade é amar o diferente de nós, porque se buscarmos amar apenas os iguais, correremos o risco de não sairmos de frente do espelho.
E para que o Natal seja realmente muito feliz é regar a sementinha do amor que foi jogada em cada um de nós, cuide dela o ano inteiro, assim, as flores e frutos serão colhidos diariamente. Porque quando nasce o amor, ninguém é capaz de destruir. Pode blasfemar, colocar coroa de espinhos e até crucificar, mas o Papai do Céu, com o seu sorriso maroto diz: Fique tranquilo, quando nasce o amor... eu cuido! E para amar não precisa nascer nem viver em palácio, o Menino Jesus é um exemplo a ser seguido, pois nasceu num Presépio.
                                    Elisabeth Amorim

sábado, 3 de novembro de 2018

Eu te desejo vida!



Não quero espalhar a dor
Nem propagar a miséria, pragas e maldição
Há tantas doenças no mundo,
Tristezas e desencantos
Pare! Enxugue o pranto!
Parece que o beco não tem saída
Levante-se e siga adiante
Eu te desejo vida!

Viva intensamente o seu dia.
Como se fosse o mais importante para você.
Amanhã não te pertence, nem a mim
Plante árvores, leia um livro
Aprecie o seu próprio jardim.
E se o inimigo de novo se levantar
Deixe-o de boca aberta
E continue a caminhar, caminhar e voar...


Eu te desejo vida!
Vida que segue
Vida que vai
Vida que vem
Vida envolvida
Vivida e revivida,
Devolvida
Vida.

           Elisabeth Amorim


*imagem da autora no Palácio Itamaraty/DF

domingo, 7 de outubro de 2018

Amor



Palavra tão curta
Como pode carregar tanto peso?

Carinho, amizade, respeito, cumplicidade

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Descarregue- se

E transborde em mim.



                                      Elisabeth Amorim


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Maior Encontro de Casais da PIB Iaçu



                                Ações positivas devem ser compartilhadas, porque quando fazemos algo de bom, os ventos trazem de volta com o nome de "colheita"...

sexta-feira, 30 de março de 2018

A páscoa de cada um...(cordel)

A páscoa de cada um
Não quero botar a mão
Mas, permite-me um dedinho de prosa (hum?!)
Sem ciência nem razão,
Só escrevo para matar o tempo
Brincando com a imaginação.
II

E o assunto do momento
É a páscoa, meu irmão!
O que é isso? Como se comemora?
É festa de cristão?
E o ateu fica de fora
Ou come chocolate de montão?
III
A páscoa como é pensada
É o momento da transformação
Mas as mensagens do “zap”
De quem nunca lhe deu atenção
“Feliz Páscoa!” “FELIZ PÁSCOA!”
É uma grande chateação.
IV
Quero uma Páscoa de abraço
Sem comemoração virtual
Quero o olho no olho
Perdão, respeito, amizade, afinal
Para uma páscoa feliz
É preciso mudança pessoal.
V
Lembrar da Páscoa para mim
É repensar no sofrimento de Jesus
Que foi morto e crucificado
Entre ladrões numa cruz.
Para delírio de uma multidão
Que não aceitaram viver na luz.
VI
Sim, mas Jesus venceu a morte
Num domingo de Páscoa ressuscitou
Pois o sepulcro estava vazio,
E o seu corpo lá não ficou
E para alegria dos seus discípulos
A escuridão acabou.
VII
Páscoa é renascer para o mundo
Deixar para trás o sofrimento
E as ofensas perdoar
Fazer de cada queda, um investimento
E se por acaso o inimigo rondar
Responda-o com amor, maior dos sentimentos.
VIII
A Páscoa de cada um
Pode ter ovos à vontade
Mas não deixe faltar na sua ceia
Amor, perdão e solidariedade.
Porque não adianta distribuir doces
Se não viver em irmandade.
IX
Que a lição do grande mestre
Na sua trajetória de fé
Em apenas 3 anos
Acredite se quiser
Mudou a história da humanidade
o  Jesus de Nazaré.
X
“Feliz Páscoa” não está no ovo colorido
Nem no coelhinho, meu irmão.
A felicidade é conquista diária
Que precisa nascer em cada coração,
Seja amigo, parceiro, camarada
Aprenda a liberar o perdão.
XI

O símbolo da nossa páscoa
É Jesus, o Salvador
Se ele não estiver presente na  festa,
Não há PÁSCOA SEM AMOR
Coma, pule, beba, dance, grite, louve
Jesus Cristo ressuscitou!
XII
Brincando com a imaginação.
Só escrevo para matar o tempo
Sem ciência nem razão
Mas, permite-me um dedinho de prosa (hum?!)
Não quero botar a mão
Eis “A páscoa de cada um”…
                                                                          Elisabeth Amorim
Deus, continue dando seu “toque poético” em nossa vida e mostrando para o mundo a nossa caminhada de fé.

Literatura de mainha 6 - Afirmação de identidades

 Mais um vídeo para você prestigiar.  Textos básicos; O sapo - Rubem Alves O sapo que não virou príncipe - Elisabeth Amorim