sexta-feira, 5 de junho de 2020

sábado, 30 de maio de 2020

Banco dos Velhos (crônica)

                                                                                               Para Edmilson Amorim
                                                 

Banco dos Velhos - Praça dos Ferroviários - Iaçu -Bahia BR


Todas as noites um grupo de senhores se reuniam naquela Praça, conhecida como Praça dos Ferroviários. E ali os mais diversos temas eram discutidos, variavam entre futebol, mulher e política. Todos sabiam que aquele banco tinha dono, com todas as letras “Banco dos Velhos”.
Como espécie de ritual, um se achegava, esperava o outro e mais outros. Quando um demorava logo o celular era usado, a reunião no “Banco dos Velhos” acontecia.  E não é que a pequenina cidade Iaçu, os velhos aumentaram? Não se sabe quem, mas de repente,  do lado daquele banco, um outro banco apareceu. Ficou estanho dois bancos, um juntinho do outro como se fossem dois namorados.
De repente, um disse que o outro disse que havia um vírus lá longe... Agora, além do futebol, mulher, política entrou mais um assunto na roda de conversa, o tal vírus que está atacando os velhos. E os vídeos humorísticos com o tal do corona iam sendo circulados, talvez, com aquele desejo oculto de tudo não passar de uma piada de mau-gosto. Não foi. Sorrateiramente, o vírus, conhecido como COVID 19 chegou naquela pequenina cidade. A pandemia que assolava o mundo não tem cabresto, nem tem freio, nem muito menos ideologia política ou religiosa. Devastando sonhos, o vírus corre o mundo desenfreado.
Isolamento social, máscaras, álcool em gel, quarentena são usados para tentar impedir a entrada no vírus. Os velhos correram da Praça dos Ferroviários, e o vírus inicialmente, ganhou um  apelido “caça-velho”, isso porque achavam que o alvo eram os idosos. Ah, quanto engano! Ele não faz seleção antes de atacar, ninguém está imune, sejam novos ou velhos, gordos ou magros, adultos ou crianças. Escolas fechadas, crianças escondidas, silêncio, muitos silêncios nas ruas.  Mas de todos os silêncios, o mais gritante é olhar para o “Banco dos Velhos”.


                             Elisabeth Amorim


Literatura e Ditadura

 Dra. Eurídice Figueiredo
Dra. Lícia Soares
Mediação: Elisabeth Amorim ( doutoranda)

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Práticas Decoloniais no Ensino da Língua Estrangeira através da Literatura

E vamos que vamos!


Na mediação, ela... ELISABETH AMORIM.

                     
                                  PARABÉNS, PROFESSORAS!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A Mulher Que Criticava ( crônica)

https://linguagemecriticacultural.blogspot.com/2019/08/a-mulher-que-criticava-cronica.html


ps: Texto selecionado para publicação pelo Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural.
                                 Parabéns, Elisabeth Amorim!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Vem aí a IX Feira de Educação de Iaçu!



                                      Estamos nos preparando... Venha para Iaçu!


Seis meses depois de ter dado o pontapé inicial, estamos caminhando para a conclusão do “ENCANTOS E DESENCANTOS DA REGIÃO NORDESTE: ENTRE LIVROS, CULTURA E VIDAS SECAS” fruto das  sugestões  discutidas com coordenadores pedagógicos, gestores, professores, secretária de educação e demais interessados no andamento da educação municipal… E nos dias 1º. E 02 de agosto todas as escolas municipais da cidade de Iaçu estarão mobilizadas  para socialização, dessa vez para um público maior, dos resultados  das  pesquisas realizadas. E a Praça do Ferroviários receberá os astros e estrelas dessa grande festa do conhecimento: nossos alunos da escola pública!
O que os alunos estão estudando? Como essas pesquisas foram feitas? Quais as leituras que os nortearam? São tantas que uma página não  caberia, mas tentaremos mostrar como  estamos caminhando ao longo desses meses, mas de forma bem resumida, no entanto, deixamos a dica, vá no nosso canal ( toque poético) lá você saberá o que cada escola municipal de Iaçu está pesquisando…aproveite dê um like para nós. Compartilhe!,
Muitas leituras fizemos para desenvolvimento do projeto, iniciamos com uma oficina ministrada para os coordenadores pedagógicos em seguida repassada para os professores que atuam em classes de recursos com alunos especiais,  para tal   o livro escolhido foi  VIDAS SECAS, do alagoano Graciliano Ramos para refletir como o nordeste é mostrado através da literatura da década de 30. E desde então aos  leituras não pararam, já que cada escola escolheu o seu tema. Assim, passamos pelas artistas locais, Elisabeth Amorim e Kalypsa Brito, há quem tenha optado pela literatura afirmativa de Lázaro Ramos, as letras das canções dos saudosos Téo Guedes,  Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré. No entanto há escola que se identificou mais com  os cordéis de Bráulio Bessa . E assim, as leituras não continuam.   Destacamos  a literatura de Jorge Amado pelas escolas localizadas no distrito de João Amaro, livros que foram adaptados para atender o público, na maioria, infantil: A morte e a morte de Quincas berro D’água, Cacau, Capitães da areia,  O gato Malhado e andorinha Sinhá, A bola e o goleiro…
Sim, estamos caminhando para uma contagem regressiva para finalmente conhecer o produto final de cada unidade de ensino. Vale lembrar que as escolas apresentarão os resultados em duas modalidades. A primeira através de um stand  que ficará  dois dias para visitação pública e a segunda em no palco que será montado na praça, e assim, de forma light, cada uma dará a sua contribuição cultural para enriquecimento do evento IX Feira de Educação
Por hora, é isso.  Lembrando que no dia 02 de junho aconteceu o Dia D do Projeto, onde  coordenadores pedagógicos e equipes gestoras das escolas se reuniram para socializar o que estavam sendo feito, na oportunidade  se deliciaram de um Café Nordestino, já para sentirem o clima da nossa  Feira de Educação que está chegando…
Elisabeth Amorim
E. Amorim ( Diretora Pedagógica do Município de Iaçu)
E. Amorim ( Diretora Pedagógica do Município de Iaçu)



Literatura de mainha 6 - Afirmação de identidades

 Mais um vídeo para você prestigiar.  Textos básicos; O sapo - Rubem Alves O sapo que não virou príncipe - Elisabeth Amorim