terça-feira, 18 de outubro de 2016

As trancinhas de prima Vera ( infantil)

Foto: Rosa tinha apenas 6 anos, criança ativa, sorridente, com os seus cabelos louros cacheados era a atração nos locais pelos quais passeava com seus pais. Branca, olhos claros, parecia uma boneca, mas uma boneca bem sapeca, porque a menina era muito esperta e não se conformava com um não sem justificativa.
Chega à escola, não é diferente. E ela vai estudar na mesma turma da sua prima Vera . Vera também tinha 6 anos, morena, cabelos longos geralmente presos a várias tranças. As duas garotinhas eram muito unidas. Prima Rosa queria imitar a sua prima Vera, e pedia a sua mãe para também fazer trancinhas no seu cabelo do mesmo modo que a sua tia fazia nos cabelos de prima Vera.
Mamãe, faça trancinhas de prima Vera em mim!
A sua mãe, Dona Valdete sorria, mas nunca tinha tempo e adiava aquela tarefa com algumas desculpas. E com a vida prática que as pessoas levam, colocava duas presilhas no cabelo de Rosa e nada de tranças. Ainda mais seria um desperdício , pensava ela, fazer tranças num cabelo tão lindo quanto o de Rosa. E quando a menina cobrava as trancinhas, ela dizia:
Amanhã, Rosa! Amanhã farei as suas trancinhas.
Só quero trancinhas de prima Vera!
Só que o amanhã será sempre amanhã. E justamente numa manhã qualquer, Rosa sente-se mal, e a família ao buscar um médico e realizar os exames, descobre-se que a garotinha estava com leucemia. E o tratamento seria imediato. Indiferente a doença, Rosa cobrava:
Mamãe, já chegou amanhã? E as minhas trancinhas de prima Vera?!
Entre uma desculpa e outra, inicia o tratamento de Rosa, que por sua vez perdeu os lindos cachos dourados... Dona Valdete ficou muito triste, assim como toda a família. O tempo inteiro ela não se conformava com aquela doença e a perda dos cabelos de sua filha. Nenhum momento Rosa se sentia feia ou inferior sem os cabelos, pois ela conhecia algumas meninas que também perderam os cabelos e logo nasceram outro. Apesar da pouca idade, a maturidade em relação a beleza era surpreendente. Ela se via linda. Ela era linda. Só que a garota percebeu que a sua mãe estava sempre chorando às escondidas, mesmo disfarçando as lágrimas. E Rosa resolveu fazer uma surpresa para agradá-la, para que a sua mãe notasse o quanto ela era linda com ou sem os cabelos dourados.
Ao ouvir os passos de sua mãe, Rosa correu para frente do espelho com o pincel preto nas mãos disse:
_Veja mamãe, não fique triste porque amanhã está demorando de chegar... Eu mesma fiz minhas trancinhas... Estou igual a prima Vera? Agora estou linda?
A mãe de Rosa abraçou sua filha aos prantos e prometeu jamais adiar seus planos. E pegou o pincel vermelho desenhou um laço nas trancinhas. E resolveu registrar aquela imagem e escrever para que outras mães que adiam abraços, carinhos, tranças... pudessem aprender com “ As trancinhas de prima Vera”.
A partir daquele dia as duas iam para frente do espelho fazer as trancinhas de prima Vera. Era uma festa! Vez ou outra Vera estava presente e servia de modelo. Tinha vez que Dona Valdete enchia de flores o espelho, Rosa era apenas mais uma que sorria para sua imagem. Com o tempo elas perceberam que nem precisavam mais fazer as trancinhas no espelho, pois os cabelos de Rosa estavam de novo florindo... como a primavera.
( Elisabeth Amorim, As trancinhas de prima Vera - conto)

*imagem livre, apenas ilustrativa*
Rosa tinha apenas 6 anos, criança ativa, sorridente, com os seus cabelos louros cacheados era a atração nos locais pelos quais passeava com seus pais. Branca, olhos claros, parecia uma boneca, mas uma boneca bem sapeca, porque a menina era muito esperta e não se conformava com um não sem justificativa.
Chega à escola, não é diferente. E ela vai estudar na mesma turma da sua prima Vera . Vera também tinha 6 anos, morena, cabelos longos geralmente presos a várias tranças. As duas garotinhas eram muito unidas. Prima Rosa queria imitar a sua prima Vera, e pedia a sua mãe para também fazer trancinhas no seu cabelo do mesmo modo que a sua tia fazia nos cabelos de prima Vera.
Mamãe, faça trancinhas de prima Vera em mim!
A sua mãe, Dona Valdete sorria, mas nunca tinha tempo e adiava aquela tarefa com algumas desculpas. E com a vida prática que as pessoas levam, colocava duas presilhas no cabelo de Rosa e nada de tranças. Ainda mais seria um desperdício , pensava ela, fazer tranças num cabelo tão lindo quanto o de Rosa. E quando a menina cobrava as trancinhas, ela dizia:
Amanhã, Rosa! Amanhã farei as suas trancinhas.
Só quero trancinhas de prima Vera!
Só que o amanhã será sempre amanhã. E justamente numa manhã qualquer, Rosa sente-se mal, e a família ao buscar um médico e realizar os exames, descobre-se que a garotinha estava com leucemia. E o tratamento seria imediato. Indiferente a doença, Rosa cobrava:
Mamãe, já chegou amanhã? E as minhas trancinhas de prima Vera?!
Entre uma desculpa e outra, inicia o tratamento de Rosa, que por sua vez perdeu os lindos cachos dourados... Dona Valdete ficou muito triste, assim como toda a família. O tempo inteiro ela não se conformava com aquela doença e a perda dos cabelos de sua filha. Nenhum momento Rosa se sentia feia ou inferior sem os cabelos, pois ela conhecia algumas meninas que também perderam os cabelos e logo nasceram outro. Apesar da pouca idade, a maturidade em relação a beleza era surpreendente. Ela se via linda. Ela era linda. Só que a garota percebeu que a sua mãe estava sempre chorando às escondidas, mesmo disfarçando as lágrimas. E Rosa resolveu fazer uma surpresa para agradá-la, para que a sua mãe notasse o quanto ela era linda com ou sem os cabelos dourados.
Ao ouvir os passos de sua mãe, Rosa correu para frente do espelho com o pincel preto nas mãos disse:
_Veja mamãe, não fique triste porque amanhã está demorando de chegar... Eu mesma fiz minhas trancinhas... Estou igual a prima Vera? Agora estou linda?
A mãe de Rosa abraçou sua filha aos prantos e prometeu jamais adiar seus planos. E pegou o pincel vermelho desenhou um laço nas trancinhas. E resolveu registrar aquela imagem e escrever para que outras mães que adiam abraços, carinhos, tranças... pudessem aprender com “ As trancinhas de prima Vera”.
A partir daquele dia as duas iam para frente do espelho fazer as trancinhas de prima Vera. Era uma festa! Vez ou outra Vera estava presente e servia de modelo. Tinha vez que Dona Valdete enchia de flores o espelho, Rosa era apenas mais uma que sorria para sua imagem. Com o tempo elas perceberam que nem precisavam mais fazer as trancinhas no espelho, pois os cabelos de Rosa estavam de novo florindo... como a primavera.
( Elisabeth Amorim, As trancinhas de prima Vera - conto retirado da página da autora no G+)


*imagem livre, apenas ilustrativa

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A Professora e seu Barquinho (conto)


Ah, que saudade daquela minha professora! Tinha momento que achava que era fada, em outro era a minha bruxinha preferida. Não conseguíamos ficar muito tempo zangados com ela.
Quando a conheci ela não tinha mais que vinte anos e foi amor à primeira vista. Eu detestava leitura, mas com ela não tinha essa de não gostar. Porque para não gostar tinha que conhecer... Não se gosta do desconhecido. Então ela ensinava a gente a mergulhar, penetrar nas leituras, depois que estávamos todos envolvidos, já nem sabíamos de que mesmo não gostávamos.
A minha professora era uma eterna sonhadora. Quando se irritava com as agruras da educação , dizia que jamais desistia de seu barquinho de sonhos. Para ela, todos nós devemos ter um barquinho. E nós como condutores temos a obrigação de remá-lo na direção que conduz a ética, ao respeito, a satisfação pessoal... Mesmo com ventos desfavoráveis.
Às vezes algum colega para aborrecê-la indagava: “ Se o barco afundar?” A professora sorria e dizia que era impossível afundar um barco de sonhos. Porque os sonhos não morrem e devem ser compartilhados. Igual a educação, ninguém se educa sozinho mas na troca mútua. Sonhos são renováveis.
Era uma festa ouvi-la falar dos seus sonhos. Parece que ela vivia para a educação. A cada aula era uma novidade. Não sabíamos como ela conseguia ser tão criativa com tantas adversidades do sistema educacional. E como natural, todos pareciam que se espelhavam naquela figura pequenina. Ao discutirem as profissões que seriam cada qual escolhia a medicina, engenharia, direito, administração... Mas todos almejavam na profissão a competência da minha professorinha... Deixando-lhe toda orgulhosa por servir de espelho para muitos jovens. Enquanto eu já havia definido a minha jornada. Queria ser pedagoga para construir um barquinho de sonhos por uma educação melhor, igualzinho ao da minha professora.
Hoje, dia do professor, tantos anos depois em um cruzamento qualquer, encontro com a minha professorinha. Percebo algumas rugas mas continuava com o sorriso sereno. Abraça-me efusivamente. Tocamos afagos e digo-lhe:
_ Minha professora, consegui construir o meu barquinho...Cada dia ele continua mais pesado, são tantos sonhos... E a senhora, como está o seu barquinho? Agora com o tempo está mais leve, não?
_ Não! Abandonei o meu barquinho e...
_Não pode ser, professora! Seu barquinho dos sonhos não pode ser abandonado! Como fica a educação sem sonhos? A senhora que nos ensinou a sonhar... Não pode! Não pode! Eu posso ajudá-la a recuperar, sonharemos juntas...
_ Minha querida, meu barquinho está à deriva porque...
_ Não é possível! Não pode desistir! Minha professora... Todos podem jogar a toalha mas o professor não pode. Se o professor desistir, qual será o futuro da nação?
E pegando em meus braços com firmeza, minha professorinha, minha mestra, olha-me emocionada, percebi as lágrimas escorrendo e, falou-me quase sussurrando:
_ Obrigada por ter aprendido a lição! Eu também jamais desistirei dos meus sonhos! O barquinho ficou à deriva porque os transportei para um navio...

Abraçamo-nos e choramos pelos nossos sonhos.
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Elisabeth Amorim, Bahia/2012





15 de outubro, DIA do PROFESSOR

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em silêncio


Não é adeus,
Apenas um até breve!
Depois de um tempinho
Compartilhando palavras,
Textos, sonhos.
Hora de descansar.
Preciso de férias
Encontrar-me na saída
Ou quem sabe no retorno?
Futuro incerto, sem domínio,
Hoje, afasto-me lentamente
              em silêncio.

                            E. Amorim


ps: são mais de 600 textos espalhados nos espaços virtuais, aproveite-os.

domingo, 14 de agosto de 2016

Aprendendo com os pais ( reflexão)

                                                              
*

Não escolhemos os nossos pais, mas podemos fazer das nossas escolhas  de vida as melhores. E se decidirmos pela  paternidade que os nossos frutos sejam bem melhores que nós.    E quando falamos em ser pai, estamos indo além daquele macho que contribuiu com o espermatozóide para a concepção de uma vida. Mas daquele que vai além, ouve, fala, grita,  educa, chora, ama e luta pelo futuro do seu filho.
Podemos aprender com os pais que optam assumir esse papel. Nada de o pai que é uma “mãe” para seu filho,  essa  frase é boba e preconceituosa, pai é pai, mãe é mãe.  Estamos falando de  "pais modelos"  não apenas um dia que a sociedade convencionou  chamá-lo de “ Dia dos Pais”, mas pais  todos os dias.  Pais que conhecem o cotidiano dos seus filhos. Pais que são os primeiros a saberem dos problemas dos seus filhos, não os últimos.  Esses pais tem lições interessantes  a ensinar... Por que ser pai é...
- Dizer  “sim” ou  “não” na hora adequada, porque o peso da afirmação ou negação não poderá ser maior que o amor de um pai pelo seu filho e vice-versa.
- Não querer ser o herói, porque seu filho desde cedo precisa contar com presença do humano nas horas agradáveis ou não.  Quando ensinar  aos  filhos que vivemos em um país com alto índice de desemprego, um salário mínimo de 880 reais, problemas na saúde, educação.   Ele não acreditará que no final do ano o “papai noel” entrará pela chaminé para resolver todos os problemas.
- É investir no humano que ajudou a vir ao mundo. Para que esse ser que chamamos de filho, seja como uma semente que poderá proporcionar bons frutos ou não, pois parte da colheita futura será atribuída ao pai e outra parte a sociedade.  O pai precisa ser mais influente que o mundo para seu filho, para que ele possa conviver com  ensinamentos diferentes de vida  e não ter dúvidas qual o caminho depositará a sua semente... Porque o bom pai deseja que o filho o supere.
- Enfim, o bom pai não precisa “forçar a barra”, abrir mão do joguinho para ficar com o filho uma vez no ano, resmungando o tempo inteiro por conta daquele compromisso,  pois para o  filho que tem um pai, mesmo distante, mas presente, ele já é notável  todos os dias, porque o compromisso de um é prazer para outro. Então, transforme cada minuto da sua vida na companhia da pessoa que você ama, num eterno prazer. 

                                               Pais, sejam felizes todos os dias!



*imagem da web.

sábado, 13 de agosto de 2016

Parabéns, Iaçu!

Às vezes, as coisas acontecem de forma surpreendente e ficamos sem entender como é possível. Uma pesquisa realizada na Bahia, mais precisamente numa cidade pequena como Iaçu, receber o abraço de uma editora acadêmica alemã, é algo de grande expressividade e muito gratificante. Enfim, sai o livro de teoria sobre desmontagem literária que traz a nossa marca. Uma marca não apenas das instituições locais envolvidas na pesquisa, mas sobretudo a marca da determinação de uma professora de ensino público que jamais deixou de acreditar e investir em seus sonhos.
Autora de livros e crônicas impactantes como Um ser de abraço! O professor e o padeiro, agora traz à tona seu belo alimento didático,  a Desmontagem  da Literatura em Educação Básica. A dissertação, recém-transformada em livro disponível  na  More Bookspara o público geral, apresenta táticas de inventar um cotidiano literário, aplicadas com êxito na educação básica em duas escolas da cidade, assim representadas: Grupo A: estudantes do Colégio Estadual Lauro Farani e o Grupo B: estudantes da escola A Dinâmica.
Esse olhar estrangeiro para a desmontagem literária realizada aqui, num cantinho qualquer da Bahia, significa desfrutar da sensação de dever cumprido. Uma metodologia aplicada nas aulas, unindo literatura à semiótica, gerando outros textos, sentidos e séries discursivas que agora conquista outros espaços.  Quem sabe com esse abraço europeu, surgirão outros olhares para a prática inovadora, criativa e dinâmica para o ensino e conhecimento da nossa literatura?
Em 14 de agosto de 2016, a cidade de Iaçu estará comemorando 58 anos de emancipação. Eis o presente de Elisabeth Amorim. Parabéns, Iaçu!

domingo, 7 de agosto de 2016

Filho Pródigo (adaptação da parábola)

*e-book

De repente percebo que essa casa me sufoca.  Essa vida me sufoca.  Todo dia acontece a mesma coisa, preciso sair da casa dos meus pais, fugir dessa prisão.  Aqui eu não vivo, tudo é muito fácil, preciso viver perigosamente.  Esse espaço não é para mim, não quero  ter a mesma vidinha besta do meu irmão, quero viver minha própria vida!
Pensando  assim,  JR foi contar a novidade para o seu pai. Afinal, ele precisava  do  dinheiro do pai para viver essa tal vida sonhada...
_ Meu pai,  quero ir embora desse lugar!  E não adianta pedir para ficar... essa casa não é para mim. Quero viajar, curtir, viver...
O pai olha tristemente  para seu filho mais novo.  Educou da mesma forma que o primogênito, mas não eram iguais.  Resolveu fazer apenas uma pergunta:
_Meu filho amado, eu não vou pedir para ficar  se essa é sua vontade, mas  sempre te dei amor, carinho, atenção,  agora me responda,  o que te falta aqui?
O filho olha para o pai, e responde imediatamente:
_Ora meu pai, aqui falta vida! Aventura...  O que é viver sem se arriscar? Só que vou precisar da minha herança antecipada... Não vou esperar a sua morte para que eu possa curtir... Entendeu?  Amor, carinho, atenção... eu também terei  lá fora, mas eu quero mais!
No mesmo instante, o pai foi  lá dentro e trouxe um baú com muito ouro, fruto de muitos anos de luta. E sem pronunciar uma palavra pegou uma sacola e dividiu todo o ouro em duas partes exatamente iguais,  entrega a sacola para o seu filho mais novo.  Que a tudo observava com os olhos brilhantes com toda aquela riqueza.  Entusiasmado, despede-se do pai, do seu irmão mais velho  que assistia a tudo em silêncio e desaparece.
Fora da casa dos pais, a vida se revelou o quanto era maravilhosa, não imaginava que tinha tantos amigos. JR não andava um passo sem  três, quatro amigos de companhia. Namoradas eram trocadas como se fossem descartáveis.  Bebendo e gastando toda a fortuna que foi herdada.  Por dois, três anos nunca havia sentido necessidade de escrever para seu pai, mandando notícias.  Para quê?   O pai sabia que ele estava bem, vivendo, como  ele queria.
No entanto, o ouro acabou e os amigos também se distanciaram.  O riso, o prazer tudo se foi.  JR olha de um lado para outro em busca da tal felicidade encontrada, essa também fugira.  De repente sente saudade,  não mais dos amigos que ajudaram a gastar toda a sua parte na herança, mas da casa dos pais.  Começa a lembrar do quanto era feliz lá e nunca percebera.  Como voltar? Como pedir perdão?  Não! Era muita humilhação voltar derrotado e faminto... A não ser que ele voltasse na tentativa de arranjar um emprego...
_ O que direi ao meu pai? Será que meu pai irá me aceitar de volta?
Quantas vezes erramos e ficamos constrangidos diante  dos nossos erros?  Com medo de serem  julgadas e condenadas muitas pessoas persistem  em permanecer  no “castelo de vidro”, porque em nome de uma falsa aparência, não  retornam, não corrigem, não aprendem e o pior não se perdoam pelas falhas cometidas, alimentando-as e amargurando-se dias após dia.
Erramos, somos seres falhos, assim como o filho pródigo,  parábola bíblica, mas se não dermos a nós e aos outros oportunidades de mudança, nunca saberemos  o valor  do perdão, amor e  abraço.  O ouro se perdeu,  talvez,  até  roubado, mas o amor do pai pelo seu filho não . Quem ama zela. O filho precisou perder tudo para entender que o “tudo” dele era nada diante  do ele tinha de fato.  E a vida é assim, uma lição a cada dia.
Que nós possamos nessa semana que se inicia, pensar  nas nossas falhas cometidas na semana que findou, não para repeti-las, mas corrigi-las. Se ofendeu alguém,  você poderá voltar e se desculpar.  É difícil, não?  Se não conseguir  fazer esse retorno, que tal fazer um esforço maior para que a ofensa não se repita?  E assim, vamos construindo uma nação mais tolerante e muito mais humana.
Lembre-se de que a parábola do “Filho Pródigo”  reflete  a  história da humanidade, minha, sua e dessa Juventude Revoltada, os “JR” da vida ... Muitas vezes querem conquistar o mundo e se esquecem  de conquistar si mesmos, correm atrás da felicidade como se ela estivesse lá, bem distante,  onde vão carregam no coração a insatisfação, por isso  cavam garimpo  em busca de ouro, e não enxergam  o verdadeiro tesouro que tem nas  mãos...
 Feliz por se lida por você,  chegou essa mensagem  até ai? Então é sua!  Receba  também o meu respeitoso abraço,
                   
                                              Elisabeth Amorim,
               


 *para quem se identifica com a minha literatura, e-books...

sábado, 6 de agosto de 2016

Acredite em seus sonhos! ( mensagem)


                            iaçu*
Se o mundo disser que não irá conseguir, não acredite. Você assinou alguma procuração para o mundo responder pela sua determinação? Pelo seu esforço e seu investimento?   Seja surdo para as críticas vazias,  não alimente mágoas pois seus sonhos não precisam ser manchados...TRABALHO, DEDICAÇÃO, INVESTIMENTO, HUMILDADE, SOLIDARIEDADE E LUTA são requisitos essenciais para realização dos sonhos.
Acredite em seus sonhos! Trabalhe eticamente em todas as situações,  não pegue atalhos porque para você ascender na vida, não há necessidade de alguém  cair, vocês podem dividir o mesmo palco, o mesmo topo...  Não precisa semear espinhos, pedras,  cacos de vidros ou pregos no caminho pelo qual já passou, pense na volta.  Retorno não é fracasso, às vezes precisamos voltar  trabalhado  para ajudar o outro ou até para fortalecer as estratégias usadas.  Se espalharmos obstáculos para dificultar a trajetória do outro, cairemos nas  próprias armadilhas.
Acredite em seus sonhos!  Dedique-se! Se você concorreu  a prêmio, seleção, vaga  e não obteve a vitória, o que você perdeu?  Lembre-se  de que só perdemos o que é nosso, se não conquistamos é apenas sonho, meta... Então não é perda, mas experiência.  Você ganhou experiência!  Não seja mais um no meio da multidão, mas aquele que se destaca nela pelo que  faz com dedicação.
Acredite em seus sonhos! Invista! Estamos numa sociedade na qual só importa com o primeiro lugar.  Isso vimos em diferentes campeonatos,   time na posição de vice-campeão se recusa comemorar pela medalha de 2º. Lugar.  Simplesmente o sonho é  restrito e outra posição não é vista com brilho.  Numa competição,  a posição ocupada é uma grande vitória, pois muitos não tiveram coragem de chegar até ali, em outros sobram coragem, mas faltam competência.  Chegou até as finais, pule, grite, comemore pelo investimento feito.  Ganhou o primeiro? Parabéns! Ficou na segunda, terceira, quarta? Parabéns! Investimento não é garantia do sucesso, mas é uma etapa para alcança-lo.
Acredite em seus sonhos!  Seja humilde!  Seja solidário! Você não é o centro das atenções.  O seu projeto não é o melhor do mundo. A sua vida não se completa, mas está em construção.  A humildade gera  abraços. E quem sabe um dia, quando você estiver lá no pódio, poderá também retornar para abraçar outras pessoas  num ato de solidariedade   caminhar tranquilamente pelos caminhos da vida pelos quais passou, afinal, dedicou parte da  história  recolhendo as pedras, os vidros,  os pregos... e fazendo de cada obstáculo motivo para fortalecer mais ainda os seus sonhos.
Não há vitórias sem luta, sem persistência. Quando  traçamos algumas metas para nossa vida, o sonhos se realizam, mesmo quando o mundo não acredita naquela possibilidade...Mas, como não assinamos  procuração, deixemos  a terra girar em paz pois a luta de cada um não interfere na ordem dos planetas...

                                                       E. Amorim

*imagem Portal de Iaçu, cidade literária baiana.  Sonho, viu?

Literatura de mainha 6 - Afirmação de identidades

 Mais um vídeo para você prestigiar.  Textos básicos; O sapo - Rubem Alves O sapo que não virou príncipe - Elisabeth Amorim